De Campinas ao RJ - onde o movimento, Movimenta.
A viagem já começa com uma experiência totalmente nova para mim: embarcar em um avião. A apreensão desde o primeiro momento por não saber como me sentiria neste voo, porém, ao entrar e levantar voo, pude perceber que toda aquela apreensão não tinha razão de ser e, ao chegar no Rio de Janeiro e irmos para Lapa, já pude ter um pouco de noção do que era estar naquele território.
Nesse primeiro dia conhecemos o Instituto Decodifica, que trabalha com dados em regiões periféricas. Fomos recebidos por duas pessoas da equipe que nos explicaram mais sobre como é trabalhar com dados e a realidade desses dados, falando também sobre o desafio que é captar esses dados e de como o processo de confiança é uma construção dentro das periferias, e a importancia de usar desses dados para ações que possam mudam essas realidades.
Para finalizar o dia, fomos conhecer o Instituto Phi, que temo trabalho de criar pontes entre instituições filantrópicas e organizações que já desenvolvem ações, com o intuito de fortalecer essas instituições e suas atividades.Isso me desperta um olhar para este movimento de captação através da filantropia para além da Feac. A partir dessa integração já tivemos a primeira ponte criada pelo Instituto Phi, que é o contato com o Movimento por uma Cultura de Doação, organização que está situada em São Paulo capital, onde forneceremos a produção artística de um evento com organizações que fazem parte da sua rede de apoiadores.
Já no segundo dia, tivemos a vivência de fazer a tour da Pequena África, realizada pelo instituto de pesquisa e memória Pretos novos, onde pudemos conhecer mais sobre a historia do povo negro trazido e escravizado, passando por locais como o mercado de pessoas e o Cais do Valongo, essa tour se faz muito importante para que possamos conhecer e ver a real historia, e o fato de estarmos pisando naquele local nos faz perceber o quão real e doloroso é.
Desta vivência partimos para o território da Rocinha, onde conhecemos o espaço Comuna, que abriga uma cozinha comunitária que distribui alimentos para moradores e trabalhadores locais, assim como, também abriga um cursinho pré vestibular que recebe tanto alunos do território como de outros territórios. Ver essa organização dentro daquele território foi importante para sentir que essas organizações estão pensando o desenvolvimento territorial, dando a eles o direito que deveria ser básico: a alimentação e estudo.
Ao sair desse espaço, partimos, ainda dentro da Rocinha, para conhecer mais sobre o fala Roça, organização que produz um jornal do território contando as ações culturais e também as notícias. Esse jornal impresso já está na sua 20ª edição, tendo assim toda a narrativa do território sendo contada a partir do próprio território.
E, para além de todas essas iniciativas e de todas essas experiências, a integração entre a equipe e os momentos em que podíamos só estar ali trocando, seja num restaurante, no próprio hotel ou em um bar, foram muito importantes para que pudéssemos nos aproximar mais uns dos outros e nos conhecermos melhor.

